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terça-feira, 28 de junho de 2011

Ler a Meias... e despedidas...

Finalmente, veio a última semana de aulas... E também o Ler a Meias teve o seu fim.
O 4ºA chegou à biblioteca trazendo muitos trabalhos de grupo: lindas histórias ilustradas, escritas a partir do livro Onda, de Suzy Lee. Eram tantas que foi preciso seleccionar apenas duas para serem lidas, pois o tempo não daria para mais. Os seus autores apresentaram-nas, muito orgulhosos, e foram muito aplaudidos.
Seguiu-se a projecção do livro digital da turma: "Tu cá, tu lá... com Rousseau..." e, depois, de fotografias tiradas a esta turma, na biblioteca, no decorrer das sessões, ao longo destes dois anos. Foi um momento de grande emoção:
- Olha eu ali!...- diziam, com entusiasmo.
A professora preferia lembrar em que ocasião tinha sido tirada cada foto...
- É bom recordarmos o que fizemos - comentavam.











O 4ºA fez a sua avaliação escrita e anónima do Ler a Meias...
Disse-se adeus. Parecia que tudo tinha acabado. Mas não! 
A professora Manuela teve ainda uma surpresa: pediram-lhe para "chegar ao pátio"... Foi então rodeada pelas duas turmas e recebeu das suas mãos um livro cheio de dedicatórias e ilustrações, sendo cada página da autoria de cada um dos meninos do 4º A e do 4º B. 
Foi mais um momento muito carinhoso, comovente e inesquecível...
- A minha prenda foram as histórias, as poesias...; o amor aos livros e à leitura... - afirmou a professora Manuela Caeiro, à despedida.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O prometido é devido

Tal como prometemos, aqui estão os trabalhos das turmas do 4º ano: Tu cá, tu lá... com Rousseau, resultantes dos ateliês de expressão plástica dinamizados pela professora Clarinda Matos.



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ler a Meias..., em Onda de escrita...


Foi a partir do livro Onda, da ilustradora coreana Susy Lee, que a professora Manuela Caeiro lançou aos alunos do 4º ano um desafio de escrita... 
Os dois textos do 4ºB que a seguir encontras merecem aplausos!

Onda
A Maria gosta de brincar com o mar.
E o mar gosta de brincar com a Maria.
Eles são grandes amigos. Embora não pareça.
A Maria passa as tardes ao pé do mar.
Eles brincam à apanhada
à “Mamã, dá licença?”
e jogam Karaté.
Mas às vezes a Maria entusiasma-se demais…
…e o mar não gosta.
Quando o mar se aborrece
fica raivoso.
E não há nada a fazer.
E a sua raiva cresce cada vez mais
até a onda rebentar.
Então a calma volta
e o mar traz novos amigos à Maria.
A Maria tem agora novos amigos
mas não esquece os antigos.
- Adeus mar 
vou voltar.
 Beatriz Pé-Curto Mendes 
Onda
Era uma vez uma menina chamada Maria que foi à praia com a mãe. 
Ela foi logo para o pé das ondas do mar. Lá do fundo vinham ondas cada vez maiores. Conforme as ondas iam ficando mais perto, as gaivotas iam-se chegando para trás. 
De repente, veio uma onda muito alta e a menina tentou assustar a onda, mas acabou por fugir. Sentou-se a ver o mar. Veio então uma onda gigantesca, enorme… Dessa, a menina já não conseguiu escapar. A Maria ficou encharcada, mas reparou que o mar lhe tinha trazido conchas e ficou ali a brincar até que a mãe a chamou e disse:
- Filha, anda para casa que já é tarde!
E a menina lá foi, toda contente.
Margarida de Sousa 
Muitos Parabéns, Beatriz e Margarida!
Cooperaram muito bem com Susy Lee!

Ler a meias… em tempo de balanço e despedidas…

O 4º B acorreu à biblioteca, sem vontade que fosse a última sessão… 
Escutaram poemas relacionados com o mar: Atlântico, de Sophia de Mello Breyner Andresen; Surf e Crepúsculo, de Manuel Alegre; Onda, de Maria Rosa Colaço; História do Sr. Mar, de Matilde Rosa Araújo… Palmas!!! 
Havia um trabalho para apresentar...
A pergunta da professora Manuela Caeiro não se fez esperar: algum aluno da turma encontrou palavras para associar às ilustrações do livro Onda, de Susy Lee?...  
- Sim!

Duas meninas agarraram este desafio de escrita: a Margarida escreveu uma linda história em prosa e a Beatriz, um belo texto poético! 
Escutámos os seus trabalhos com imenso agrado, enquanto revíamos as ilustrações do livro.
A professora Manuela mostrou então velhos livros de histórias, de António Botto, Maria Isabel de Mendonça Soares, Ilse Losa…  
A nossa biblioteca escolar tem a 1ª edição de O quadro roubado, de Ilse Losa, e assim se puderam comparar as ilustrações da antiga e da nova edições… Que diferença! Podem gostar ou não, mas uma coisa é certa: a obra é a mesma! (Experimentem ler!)
A professora fez uma retrospectiva do que aconteceu ao longo destes dois anos, no Ler a Meias… 
Havia sempre alguém a dizer, com um sorriso: “Eu lembro-me muito bem!”... E no entanto foram quase três dezenas de sessões, muitas temáticas abordadas, muitíssimos livros lidos!…

À despedida, os meninos avaliaram este projecto, por escrito, de forma anónima e livre.
Muitos afirmaram que agora gostam mais de livros e de ler... etc...
As histórias tornaram-nos felizes...
As suas opiniões deixaram a professora Manuela muito comovida!
Aqui para nós: será por isso que vai voltar, no dia 21
(Chiu!... Anunciou que vai mostrar fotografias…)

O Ler a Meias... e as festas de Junho...

Em Junho, festejamos o Dia de Portugal, no dia do nosso poeta Luís de Camões - que contou a História de Portugal no seu livro Os Lusíadas... (O Barbi-Ruivo, de Manuel Alegre, serviu de pretexto para falar nisso.)
Em Junho, festejamos também os Santos Populares.
Destes, sobretudo, se falou na sessão com o 3º ano: quem foram, quando viveram, quando se festejam... Dão-nos feriados municipais, com muitos comes e bebes, festejos e tradições. Não faltam quadras... nem lendas! 
Sugeriu-se a leitura de O livro das datas, de Luísa Ducla Soares, bem como de um livro de quadras populares, edição da CMA (ambos da biblioteca).
Cantou-se uma quadra... 
Contou-se a lenda das cegonhas que voam pela 1ª vez na noite de S. João...
Leu-se o conto As chaves do Sô Pedro, de Maria Isabel de Mendonça Soares. E conversou-se, a propósito da autora e da história ...
Junho é Verão, são as férias a chegar devagarinho... Era dia de despedida!... 
Fez-se o balanço do Ler a Meias...: os meninos gostaram; querem que continue, para o ano... (Veremos!)


Ficou por fim o convite da professora Manuela Caeiro para lerem muito, lerem tudo...: o mar, as árvoresa ruao álbum de fotografiaas tabuletasos sinaisas embalagensos objectosas cores do diao rosto das pessoasas instruções dos electrodomésticoso tempoas cartas, os postaiso mundo inteiro ou o seu canteiro...
(Texto retirado de um cartaz da livraria O bichinho de conto)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ler a Meias... e o Mar...





O Ler a Meias... levou os alunos do 4º ano a viajar pelo mar e pelo tempo…
O Mar, de Luísa Ducla Soares, chamou a atenção para questões ecológicas: o mar é vida, sustento e diversão, mas é também morte e poluição…


Em seguida, Bartolomeu Marinheiro, de Afonso Lopes Vieira, permitiu fazer uma viagem ao tempo dos Descobrimentos portugueses. Os meninos de ambas as turmas gostaram tanto desta obra e sentiram-se tão orgulhosos da História de Portugal que bateram palmas!

O álbum ilustrado de Susy Lee, Onda, foi a história sem palavras que a seguir todos “leram” a meias com a professora Manuela Caeiro.
Finalmente, foi feito um convite para escreverem agora o seu texto, em prosa ou em verso, individualmente ou em grupo…
Contamos ouvir ler essas histórias na próxima sessão... (A próxima será já a última! Os meninos já manifestam saudades…)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ler a Meias, Revolução dos Cravos e Liberdade...

Na primeira 2ª-feira do 3º Período, houve novamente Ler a Meias..., desta vez para o 3º ano.
professora Manuela Caeiro tinha distribuído um livrinho, na sessão anterior. E logo perguntou: Quem leu? Dez meninos levantaram o braço. Quem leu tudo? Dois! 
A verdade é que em conjunto, a partir das ilustrações do livro Beatriz e o Plátano, de Ilse losa, recontaram a história. A Beatriz deu a todos um grande exemplo de determinação e coragem. E assim salvou o lindo plátano da sua praceta.
De seguida, passou-se ao tema desta sessão: a Liberdade.
A professora Manuela sugeriu a leitura de obras da biblioteca: o conto A cidade dos cães, de Luísa Ducla Soares; a história em verso Era uma vez um cravo, de José Jorge Letria... 
Finalmente, leu O Tesouro, de Manuel António Pina.
Uma bonita história que conta como era o País das Pessoas Tristes, antes da Revolução dos Cravos. E que nos lembra que a Liberdade parece muito natural, mas é um verdadeiro tesouro!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ler a Meias... e a Liberdade

Regressámos às aulas no dia 26 de Abril e logo nesse dia a professora Manuela Caeiro recomeçou o Ler a Meias... 
O veado florido, de António Torrado, foi "a história do dia".  
Certo coleccionador de animais raros possuía, nos jardins do seu palácio, estranhíssimos animais trazidos do mundo inteiro. Um dia, um dos seus criados capturou um veado cujas hastes davam lindas flores. Estava convencido que ia receber uma boa recompensa... Pois enganou-se!... As flores murcharam todas!
Os alunos do 4º ano seguiram atentos aquela história que acaba com o regresso do veado à floresta, em liberdade... E de novo floriu! 
Os meninos também viram e compararam ilustrações. Na biblioteca da escola, entre os Reservados,  existe a 1ª edição do livro, ilustrada por Leonor Praça. A actual edição tem ilustrações de Manuela Bacelar - que completou o trabalho daquela pintora, homenageando-a. 



O 4ºB mostrou desejo de saber a continuação da história... Toca a inventar, um pouquinho cada um, e um de cada vez! Ficou assim:
«O criado, quando viu ao longe que o veado, ao entrar na floresta, ficara de novo florido, quis capturá-lo outra vez, para provar que ele era mesmo especial... Entretanto os animais da floresta estavam a preparar-se para se vingarem daquele senhor poderoso que os prendia e deixava morrer.
Escolheram o Veado Florido para os chefiar, mas este não quis. Não queria ser chefe e, além disso, tinha-se apaixonado por uma linda corça de olhos meigos…
Quando ambos passeavam, o criado aproximou-se, prendeu o veado e levou-o novamente para o palácio. Então a corça correu a pedir auxílio e, com a ajuda de todos, o nosso veado conseguiu fugir. A seguir, a corça foi presa, mas o veado salvou-a.
Um dia, um outro veado apareceu na floresta e enamorou-se da corça. Os dois machos queriam lutar, mas concordaram que ela decidiria qual deles seria o seu par.
Ora a corça estava muito indecisa. Para ela, ser feliz era ter liberdade e afinal não quis nenhum dos veados.
Mais tarde, escolheu para noivo o Cisne Transparente. Era um sossego: quando não o quisesse ver, não o via!
Certo dia, o senhor rico foi à floresta e conseguiu ver o veado cheio de flores. Mas não se livrou da fúria dos animais e foi parar ao hospital. Nunca mais lá apareceu!
Todos os animais viveram unidos e felizes, em liberdade.»

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ler a Meias… pintando "à Henri Rousseau" (2ª parte)

A Professora Clarinda Matos voltou à escola para concluir o trabalho iniciado nas sessões anteriores. Os meninos ultimaram a pintura a aguarela, assinaram e deram um título aos seus trabalhos.
 A Professora Clarinda digitalizou estes trabalhos que deram lugar a um livro digital que podemos aqui admirar.
Apesar do tempo disponível ser escasso, os meninos conseguiram dar forma a lindos trabalhos que surpreenderam a Professora de Artes. Esta confessou que inicialmente tinha aceite o convite sem grande entusiasmo; porém, dado o empenhamento dos alunos e a qualidade dos trabalhos produzidos, dava agora por bem empregue todo o tempo dedicado a estes ateliês.
Todos gostaram muito e sentiram-se mais felizes.
Bem-haja, Professora Clarinda!
Finalmente vamos revelar o tal segredo: a sua neta é a Beatriz Mendes, do 4ºB.

Ler a Meias… pintando "à Henri Rousseau" (1ª parte)

A professora Clarinda Matos voltou à escola para realizar o esperado ateliê de pintura à Rousseau. Trouxe inspiradoras reproduções de quadros deste pintor que foram espalhadas pelas mesas de trabalho. Estava tudo a postos: papel cavalinho, pincéis, balde e garrafas de água… Os meninos também não se esqueceram das suas aguarelas e alguns até trouxeram batas e aventais… Mudámos de sala, claro! 

A professora Clarinda deu algumas sugestões: podiam reproduzir um quadro ou deixar-se inspirar por vários… Antes de começar, deviam concentrar-se no que queriam fazer (e o melhor era fecharem os olhos…). O tamanho de um elemento podia servir para lhe atribuir importância, como fazia Rousseau… Ao pintarem com as aguarelas, deviam começar pelo fundo, por cima… O pincel tinha de ser afiado
Bastou. Foi ver as folhas de papel cavalinho encherem-se de desenhos de florestas, animais, figuras humanas... e logo a seguir cores, muitas cores… Os nossos artistas revelaram-se. Houve quem se autodenominasse “Henri Rousseau Júnior”…  A professora Manuela Caeiro também quis experimentar…
Ninguém conseguiu concluir o seu trabalho e, portanto, decidiu-se dedicar novamente à Arte a próxima sessão do Ler a Meias
À saída, uma menina ofereceu reconhecidamente um pequenino desenho seu à professora Clarinda… que sorria encantada, vendo os trabalhos produzidos neste seu ateliê.
Criar e ver criar deu muita felicidade…
  ...
Só mais uma coisa: já descobriram de quem é avó a professora Clarinda? Quem é a sua neta? Quem é? Quem é?...

Ler a Meias… e o Ambiente: plantas, animais e gente

No Ler a Meias…, com o 3º ano, falou-se de Ambiente.
Primeiro, mostraram-se livros, existentes na biblioteca escolar, sobre esta temática. 
E logo de seguida, a história Tanto, tanto!, de Trish Cooke, na qual entra muita gente. Um bebé e a sua família reúnem-se para fazer uma festa-surpresa ao pai, no dia de anos deste... E todos gostam tanto, tanto do bebé!... E este gosta tanto, tanto dos mimos de todos!...
(Ter a família reunida é muito agradável – concordaram os meninos.)
Como se comportam os animais, viu-se bem pelo livro informativo Gatinhos, da Colecção Vê-me crescer. Quando nascem, os gatos nem abrem os olhos, mas rapidamente começam a levantar-se, depois a andar, a brincar, lutando com os irmãos, a trepar às árvores…, até que se tornam adultos e têm as suas crias…
(Os meninos tinham muitas histórias de gatos para contar…)
E faltava falar de plantas. Como se reproduz uma árvore?
Tim Bowley escreveu Jaime e as bolotas que nos faz perceber como pode ser difícil uma sementinha transformar-se num grande carvalho que dê bolotas aos esquilos, rebentos às cabras, troncos aos lenhadores…, uma árvore a que os meninos possam trepar sem partir ramos… Ele semeou bolotas muitas vezes e teve de ser muito persistente para conseguir!…
Por fim, os meninos do 3º ano ratificaram a Declaração dos Direitos do Homem, dos Animais e das Plantas, proposta por Alain Hervé e aprovaram os seus dez artigos.
Como querem sempre ler, a professora Manuela Caeiro deixou exemplares de Beatriz e o plátano, de Ilse Losa, para todos lerem o livro calmamente e fazerem o reconto na próxima sessão.
Veremos se os meninos são bons contadores de histórias!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ler a Meias... e a Arte...

Ler a Meias... tinha por objectivo falar de Arte. Sim porque a arte também contribui para a Felicidade...
E houve novidades: desta vez, a professora Manuela Caeiro não leu histórias; limitou-se a fazer a reportagem fotográfica. Quem conduziu a sessão foi a professora Clarinda Matos, da área das Artes, que aceitou colaborar voluntariamente... 
A nossa convidada preparou um powerpoint e trouxe o seu computador portátil. Foi assim que, nesta 1ª sessão, os meninos tomaram contacto com um pintor francês: Henri Rousseau, o «aduaneiro».  
Ficaram a saber um pouco da sua biografia; viram o auto-retrato do pintor, tal como muitos outros dos seus quadros; observaram o que ele pintava e como pintava... E já viram que uma mão aberta é quase do tamanho da cara?
Num instante, descobriram o título dos quadros, a sua data, a galeria ou museu em que cada um deles se encontra... Havia um que era propriedade privada (de algum coleccionador).
Os meninos de ambas as turmas, como é habitual, estiveram muito atentos, curiosos e participativos...
À saída, receberam uns apontamentos sobre o pintor. Agora há trabalho de casa: temos de ir imaginando o que vamos desenhar na próxima sessão, pois vamos pintar à Rousseau
Outra coisa: sabem que a professora Clarinda é avó de uma menina do 4ºano? 
Quem é? Quem é?...

Ler a Meias..., crescimento e reprodução

No Ler a Meias…, no 4º ano, conheceram-se os Burros, de Adelheid Dahimène e Heide Stollinger: um casal de bons companheiros que um dia se zangou e se separou… Cada qual correu mundo em busca de um outro parceiro, até que se reconciliaram!…
Seguiu-se a História da égua branca, de Eugénio de Andrade. Três irmãos tiveram que provar qual deles  tratava melhor uma égua que o pai ia deixar de herança a um deles. O filho mais novo parecia ser o vencedor, mas matou um burro que cobriu a égua e esta serviu de paga ao dono do animal. 
Ora este final foi muito polémico! Estava em causa a justiça! O 4ºA não se convencia; marcou-se o julgamento e a sentença foi adiada… Mais tarde, quando a sentença foi finalmente proferida, o tribunal instituído pelo 4º A acabou por ratificar a decisão de o moleiro se apropriar da égua.
Entretanto, com a ajuda do livro Gatinho, da DK/Civilização, observou-se o crescimento de um gato. Foi um momento de ternura... 
O 4ºB deu ainda uma espreitadela ao conto Para onde foi o Zezinho?... (A grande história de um pequeno espermatozóide), de Nicholas Allan. Diferentemente, o 4ºA observou imagens da reprodução de plantas e aves. 
À saída, os livros ainda expostos foram folheados com curiosidade!
No início desta sessão, o 4ºA mostrou orgulhosamente à professora Manuela Caeiro o seu jornal de turma. Deixamos-lhes aqui os parabéns!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Ler a Meias... e os afectos

O tema desta sessão com o 3º ano eram os afectos.
Foi feita referência a livros da biblioteca que podem ser requisitados. Alguns meninos já os tinham lido e ajudaram a falar deles à sua turma.
A professora Manuela Caeiro distribuiu as 17 estrofes do poema Amor na biblioteca, de Liliana Cinetto, e 17 meninos leram-nas a meias, como tanto gostam!
Em seguida, leu o conto Eu quero um amigo. Pobre princesa que foi para a escola e não encontrava quem quisesse brincar com ela!… Mas eram tantos os meninos sem amigos, por causa das suas diferenças, que estes acabaram por se apoiar uns aos outros. E assim se tornaram amigos!… Aqueles que, ao princípio, não queriam brincar com a princesa juntaram-se ao grupo… Ainda bem!
 A seguir fizeram-se eleições: o que queriam os meninos do 3º ano ouvir ler? Tanto, tanto! ou Amélia quer um cão?
A maioria escolheu Tanto, tanto!, mas todos gostavam de dar uma espreitadela à história da Amélia… E foi divertido conhecer uma menina que conseguiu convencer o pai a dar-lhe um cãozinho!... Se custou!
Houve várias perguntas acerca destas duas histórias…, os debates foram interessantes e participados... 
Tanto, tanto! ficou para a próxima sessão…
A professora Fernanda não estava lá: foi para uma sala de aula acompanhar cinco meninos do 2ºB. Desta vez, a fotógrafa foi a professora Isaura...

Ler a Meias..., multiculturalidade, afecto e felicidade...

Desta vez, foi retomado o tema da sessão anterior.
Todos os alunos do 4ºA se lembravam da 1ª parte do conto A cabacinha e quiseram fazer o reconto... Havia quem tivesse terminado a leitura em casa, mas só a Gabriela se recordava e foi capaz de contar a conclusão da história à sua turma. Mereceu palmas.
Os motivos da guerra, na história de Ynari, foram mais difíceis de descobrir pelos alunos do 4ºB. O Leonardo esteve de parabéns, pois leu em casa grande parte deste conto de Ondjaki. Mas como ele não chegou a essa parte, a professora Manuela Caeiro deu uma ajuda e então ficou-se a saber tudo!…
Findos estes recontos e leituras, o casal Manuela e Manuel entrou na biblioteca, dentro do livro Os avós, da editora Kalandraka. O avô queria ir dançar e a avó não queria, mas ela acabou por se decidir, preparou-se, foram… 
Foi tão bom ver os avós animados, tendo tempo um para o outro, conversando, dançando, rindo!...
Por isso, é que eles eram tão felizes!...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ler a Meias... e a multiculturalidade

Nas sessões com o 4º ano, a professora Manuela Caeiro falou de multiculturalidade. O mundo é muito diverso bem como a cultura de cada povo. Nós viajamos. Convivemos na mesma cidade, na mesma escola… Há muitas tradições diferentes a descobrir.
Os olhos do Sami brilharam ao ouvir falar da Bulgária, das florestas e lagos, da neve e das praias do seu país… Ficou de nos trazer um conto búlgaro.
Na biblioteca, leu-se a história de Leila (de Sue Alexander), uma menina do deserto que perdeu o seu irmão, engolido pelas areias movediças…
E também a história de Ynari, a menina das cinco tranças (de Ondjaki), que conseguiu construir a paz, na sua região… 
Veio a propósito o Poema em G, de Luisa Ducla Soares.
Escutaram-se ainda histórias tradicionais, daqui e dacolá, muito divertidas…: O senhor Maio, um conto popular de Cabo Verde; e  A cabacinha, um outro conto popular, recolhido numa comunidade cigana. Esta história termina com um final nada açucarado: a velhota foi imprudente e distraída, faltou ao prometido… e o lobo, zás, vingou-se!...  
Sabiam que os meninos aprovaram o castigo!?
Parte destas leituras ficaram para ser continuadas em casa… Não se esqueçam!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ler a meias… com poesia

Antes do mais, a professora Manuela Caeiro disse aos meninos do 3º A que recebeu o postal de Boas Festas da escola, retribuiu os votos de Bom Ano e agradeceu à Sara, pela sua doce prendinha…
E logo perguntou: o que é a poesia?
Assim começou uma viagem poética, através de muitos versos e estrofes, lidos pela professora e pelos meninos.
Todos observaram: não há só quadras, isto é, estrofes de quatro versos; também há estrofes de um, dois, três..., dez versos…
As letras das canções são versos!
Uns versos rimam, outros não.
Os poemas falam de tudo e mais alguma coisa…
Algumas poesias são brincadeiras com letras ou com números; até há poemas visuais que parecem desenhos feitos com palavras!
Ouviram-se versos da tradição oral e leu-se uma mão cheia de poesias, ora pelos livros dos seus autores ora com a ajuda de antologias.
Os poemas agradaram. Quanto aos ilustradores, Júlio Pomar chamou a atenção… e Gémeo Luís surpreendeu e encantou.
Querem saber que poetas lemos?...
  • Alice Vieira, Eu bem vi nascer o sol (Antologia de poesia popular portuguesa), Círculo de leitores
  • Celia Ruiz Ibañez, Antologia de Poesia portuguesa para crianças, Girassol 
  • Eugénio de Andrade, Aquela nuvem e outras, ASA
  • João Pedro Mésseder, Trocar as voltas ao tempo, Eterogemeas
  • José Fanha, Cantigas e cantigos, Terramar
  • Luísa Ducla Soares, Abecedário maluco, Civilização/ Poemas da mentira e da verdade, Livros Horizonte
  • Maria Rosa Colaço, Versos diversos para meninos travessos, Europress
  • Salete Tavares, Aranhiço e O relógio (policópia)
  • Sidónio Muralha, Bichos bichinhos e bicharocos, livros Horizonte
Foram vários os livros; muitos mais, os poemas. Uma sessão cheia de poesia portuguesa.

Ler a Meias… contra o racismo e a xenofobia

Antes do mais, a professora Manuela Caeiro agradeceu o postal de Natal da escola e retribuiu os votos de Bom Ano… E houve quem levasse mais prendinhas: um postal com um desenho, um pano pintado à mão, uma agenda com provérbios e desenhos da autora... Obrigada!
De seguida, conversando sobre o tema da sessão, em ambas as turmas rapidamente se concluiu: todos somos diferentes e ainda bem! E todos somos iguais! Não faz sentido ter medo das nossas diferenças e muito menos odiar alguém por causa delas.
Houve poesia: Lágrima de preta, de António Gedeão, e A cor que se tem, de Maria Cândida Mendonça. Querias uma cor de pele original?: “Cor-de-rosa/ verde ou lilás/ são cores bonitas/ e tanto faz”? Ah, ah, ah!
A seguir, os meninos puderam escolher entre três histórias. Felizmente, o tempo deu para todas: O meu vizinho é um cão, de Isabel Minhós; A ovelhinha preta, de Elizabeth Shaw; Nem medo nem ódio, de Judite de Carvalho.
Uns preferiram este ou aquele conto, mas todos eles foram do agrado dos meninos do 4º ano.
E a propósito de Felicidade?…
Para sermos felizes, temos de respeitar os outros e saber conviver...